Prefeito de Vilhena (RO) é preso pela Polícia Federal

A Polícia Federal em ação conjunta com o Ministério Público do Estado de Rondônia prendeu na manhã desta quinta-feira (10/11) o prefeito do município de Vilhena (RO), José Luiz Rover durante a realização da Operação ÁUGIAS.

Os agentes da PF fecharam a rua de acesso da residência do chefe do Poder Executivo Municipal. De acordo com informações divulgadas pelo MP-RO, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Centro de Atividades Judicais (CAEJ), Rover seria o líder da organização criminosa instalada na prefeitura.

As investigações apontaram que ele e seus comparsas teriam desviado verbas do erário, especialmente da Secretaria Municipal de Comunicação (SEMCOM) e da Secretaria Municipal de Obras (SEMOSP), mediante processos administrativos de reconhecimento de dívidas, nos quais empresas eram contratadas sem licitação.

Constatou-se que o dinheiro desviado da SEMCOM foi utilizado para pagar dívidas pessoais de publicidade e propaganda do Prefeito, inclusive servindo para pagamento de “mesadas” à imprensa local para manter sua imagem inabalada perante a sociedade vilhenense e também para fins de promoção pessoal.

Ainda de acordo com a investigação, o prefeito também foi responsável pela contratação direta, sem licitação, de empresa para a prestação de serviços de pavimentação asfáltica à SEMOSP, mediante reconhecimento de dívida no valor de mais de um milhão de reais.

Além disso, a organização criminosa chefiada por José Luiz Rover cometeu outros crimes no município de Vilhena, que envolvem esquema fraudulento de aprovação e regularização de loteamentos, mediante pagamento de propinas a vereadores e ex-Secretários Municipais, dentre outros, sendo que até o momento 07 (sete) vereadores tiveram prisão preventiva decretada, dos quais 02 (dois) estão foragidos e 05 (cinco) foram presos. Na mesma fase, foi também decretado pela Justiça Estadual e cumprida a prisão preventiva do vice-prefeito.

A organização criminosa, no período compreendido entre 2010 a 2016, praticou vários crimes, como falsidade ideológica, fraude à licitação, lavagem de capitais, corrupção passiva, crime de responsabilidade, entre outros, que tiveram a participação do Prefeito, ex-Secretários Municipais, servidores públicos e empresários.

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Fonte: Comjustica.com / Com informações do MPRO