Delegado de Polícia fala sobre descaso com a segurança pública em Rondônia

Um delegado da Polícia Civil do Estado de Rondônia manteve contato, na tarde desta quarta-feira (16/11), com o jornal eletrônico Comjustica.com para relatar os inúmeros problemas que ocorrem no âmbito da Segurança Pública. Com receio de sofrer retaliações, a autoridade pediu que seu nome não fosse revelado.

Durante o diálogo, o delegado disse que o governo estadual ficou de mandar uma proposta até o final deste mês sobre as principais reivindicações feitas pela categoria. “Esperamos que ele tenha avaliado com sensibilidade todos os pontos elencados. São propostas que certamente trarão resultados positivos em prol da classe e consequentemente para o povo rondoniense”, pontuou.

O delegado relatou também que a Polícia Civil em Rondônia encontra-se sucateada e completamente abandonada. “Devido o aumento da criminalidade nesses últimos anos, necessitamos em caráter de urgência de praticamente tudo, desde novas estruturas físicas, pessoal e investimentos significativos na área. Para se ter uma ideia do caos, em alguns municípios, os moradores tem ajudado com materiais de limpeza nas delegacias de polícia”, explicou.

Para o delegado, falta seriedade e comprometimento com a segurança pública. Segundo ele, os 133 servidores contratados durante esses seis anos de gestão são insuficientes para atender a demanda. Além disso, de acordo com a autoridade policial, os prédios das Unidades Integradas de Segurança Pública – Unisp  foram construídos em alguns municípios, porém não forem entregues, devido a falta de planejamento.

Novos computadores

Depois de muita reivindicação, a Polícia Civil receberá 470 computadores para substituir parte do parque tecnológico. Mas, de acordo com o delegado, esses equipamentos são insuficientes para atender todas as delegacias. “Quem sabe um dia, teremos o mesmo tratamento destinado aos servidores do Judiciário e Ministério Público, onde cada servidor possui sua estação de trabalho”, lamentou.

Plantão extra

Sobre o plantão extra que os servidores da PC deverão cumprir nos próximos dias na Delegacia Central de Polícia, o delegado disse que, a imposição feita pelo governo estadual sofrerá retaliações por parte da categoria, tanto de delegados, agentes e escrivãs de polícia. “Um absurdo forçar o servidor trabalhar sem receber pecúnia e tampouco compensação de folga. Certa vez, encaminhamos uma proposta para criação de um banco de horas, mas acredito que até hoje o projeto deva estar engavetado”.

Fonte: Comjustica.com