Acusados de tentar matar fazendeiro, ex-companheira e amante vão a júri em Rolim de Moura (RO)

Eliatriz Azevedo Pereira, Eduardo Seman da Costa, Rafael Seman da Costa e Juciano Oliveira Bento, vulgo “Nego Jú” serão submetidos a julgamento no plenário do Tribunal do Júri da comarca de Rolim de Moura (RO). Eles são acusados de tentar matar o fazendeiro Eduardo Bavaresco Dias, conhecido também como “Nino”. A sentença de pronúncia (decisão que leva o réu a júri) foi proferida nessa segunda-feira, 17 de outubro de 2016, pelo Juízo da 1ª Vara Criminal.

Na decisão, a magistrada Cláudia Vieira Maciel de Souza manteve a prisão preventiva dos denunciados Eliatriz Azevedo Pereira, Eduardo Seman da Costa e Juciano Oliveira Bento, por entender que persistem os motivos que ensejaram o decreto prisional, ou seja, garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. Já o réu Rafael Seman da Costa, irmão de Eduardo, encontra-se em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares impostas pelo Juízo.

Entenda o caso

Segundo consta na denúncia (peça acusatória), no dia 20 de janeiro de 2016, na zona rural de Rolim de Moura (RO), os denunciados mediante paga ou promessa de recompensa, motivo torpe e emboscada, tentaram matar mediante disparo de arma de fogo a vítima Eduardo Bavaresco Dias.

Imagem do facebook
Imagem do facebook – Eliatriz Azevedo

Conforme foi apurado, a ré Eliatriz Azevedo Pereira, companheira do fazendeiro, e Eduardo Seman da Costa mantinham um relacionamento amoroso extraconjugal e decidiram dar cabo da vida da vítima, para que pudessem ter a vultuosa soma de dinheiro pertencente a Eduardo Bavaresco Dias.

Ainda de acordo com a peça acusatória, Rafael Seman da Costa, irmão de Eduardo (amante), indicou a este o denunciado Juciano Oliveira Bento como pessoa que poderia aceitar executar o crime mediante pagamento. Sendo assim, os denunciados Eduardo e Eliatriz passaram a ajustar a conduta criminosa com o réu Juciano, por intermédio de Rafael, oferecendo-lhe o pagamento de R$ 50.000,00, que seria entregue meses após a execução do delito, quando a denunciada Eliatriz tivesse acesso ao dinheiro da vítima.

Também é dos autos que os denunciados Eduardo e Eliatriz, dias antes da data do fato, buscaram o denunciado Juciano no distrito de Jardinópolis, para mostrar-lhe as características do automóvel da vítima e a casa onde morava. Eduardo teria providenciado a arma do crime e as munições.

Dia do crime

Na data dos fatos, os denunciados Eduardo e Eliatriz, de posse do veículo Strada de cor preta, buscaram o denunciado Juciano e o levaram para a Fazenda de propriedade da vítima, para dar cabo da vida desta. Consta que nesse local Juciano foi orientado mais uma vez pela denunciada Eliatriz a não efetuar disparos contra uma caminhonete Hillux preta e sim em desfavor da vítima, que estaria em uma caminhonete S10 branca.

De forma que, o denunciado Juciano permaneceu nas proximidades da porteira da propriedade rural da vítima, que chegando para abri-la descuidadamente, foi alvejada por disparo de arma de fogo. Consta nos autos que Juciano se certificou de ter acertado a vítima, inclusive vendo-a cair no chão e, acreditando no êxito da ação, empreendeu em fuga.

Processo nº 0000166-57.2016.822.0010

Fonte: Comjustica.com

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